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quinta-feira, 21 de maio de 2015

A ópera francorrochense

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Franco da Rocha fez um grande intercambio cultural no último mês, recebendo artistas austríacos, espanhóis e africanos, num projeto de iniciação à ópera, em uma parceria entre a Associação Cultural CONPOEMA e a Secretaria Adjunta de Cultura da Cidade.
Durante 40 dias o diretor Martin Schmiederer e o músico Andrés Kaba Kazadi, juntamente com a maestrina francorrochense Jéssica Lorenzo, ministraram aulas de canto e interpretação para crianças da EMEF Dionísio Bovo e os adolescentes do Núcleo de Experimentações Teatrais, sob orientação de Romana Radlwimmer e Elfriede Schweiger.
O projeto envolveu dezenas de pessoas, jovens que colaboraram na tradução dos textos e na conversação entre professores e alunos, pessoas que cederam suas casas para hospedar os profissionais, os próprios funcionários do centro cultural que se envolveram de tal forma, que a Secretária Taiana Garcia e os professores André Arruda e Marcelo Paixão, passaram a integrar o espetáculo, e em especial o pianista também francorrochense, Henrique Diaz Scrocco, que se prontificou a acompanhar as aulas e tocar nas apresentações.
Todo este empenho, somado a dedicação dos oficinandos, em aulas diárias, fez com que esta ação ganhasse uma dimensão muito significativa pra toda a cidade, mostrando o poder das parcerias e da união em prol de um bem comum.
O resultado das oficinas pôde ser conferido nos dias 18 e 19 de maio, no Centro Cultural da cidade, em duas sessões em cada dia, e pudemos ver além da estética e do trabalho vocal desenvolvido, um grupo de pessoas esperançosas, transformadas pelo convívio diário com a arte, e almejando novos passos.
A Ópera se mostrou um gênero que ultrapassa o eruditismo, pois a temática tratada nas peças escolhidas, "A Perigosa Tarefa", de Sir Peter Maxwell Davies e "Pollicino" (adaptação do conto de fadas João e Maria), de Hans Werner Henzecada, são de histórias que estão no imaginário popular brasileiro e universais. A linguagem cênica escolhida também aproximou muito a plateia, por conter elementos cômicos, próprios dos desenhos animados.
 Acreditamos que muitos saíram de lá se perguntando por que nunca haviam ido antes a uma ópera, e querendo ver, e por que não, experimentar cantar, em uma próxima?



E a cidade mostrou que é possível desenvolver um belíssimo trabalho, de alto nível de qualidade, quando se acredita no potencial das suas crianças e adolescentes. E quando se acredita na educação e na cultura como meios de promoção da cidadania e de mudança social, deve-se investir, e não medir esforços.
Parabéns a todos os envolvidos nesta empreitada, pela confiança, pela dedicação e pela disponibilidade! Acreditamos que todos devem ter aprendido muito uns com os outros, e esperamos que os estrangeiros também tenham apreendido a nossa cultura.
Que este projeto possa se ramificar e dar ainda mais frutos!