Ops!!!

Não era bem isso que você esperava encontrar???

Mas não se preocupe, se você chegou até aqui
é porque ainda não sabe da grande novidade.

Pois bem, passamos por uma reformulação completa e agora mudamos de endereço. 

Oxe o que e

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segunda-feira, 25 de maio de 2015

2º fim de semana do Oxandolá 2015

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Quem acompanhou as atividades do fim de semana Oxandolá [In]Festa 2015, pôde conferir 04 atrações incríveis, que sacudiram as cidades de Franco da Rocha e Francisco Morato, cada uma delas com uma linguagem completamente diferente da outra, enriquecendo a referência cultural dos artistas e comunidade local.
A Travessia começou na sexta-feira, dia 22, quando o Centro Cultural de Franco da Rocha recebeu o grupo Tecelagem, de Jacareí, com uma apresentação sensível e profunda, da obra de Guimarães Rosa. Cerca de 60 pessoas ouviram os causos e conheceram personagens magníficos do sertão de Minas Gerais, como o boi que matou por instinto e morre de remorso, o casal apaixonado formado pelo patrão e sua empregada, o menino que é retirado da mãe para ganhar uma vida melhor, o pai que abandona a família e vai morar numa canoa, e um boi que conversa a respeito das relações humanas. O ator entregue a inúmeros personagens, conta com o auxílio de 2 músicos, para levar a plateia para o universo sertanejo, e até mesmo quem sempre morou na cidade, longe do campo ou da roça, sente uma espécie de saudade do que nunca viveu.


Continuando a festa e caminhada, o público desembarcou no dia seguinte, dia 23, na estação de Morato para conferir mais um dia da programação do festival, e que dia!
Desde às 18h o Circo Teatro Rosa dos Ventos estava no calçadão brincando com o público presente, e quando deu início a apresentação do Saltimbembe Mambembancos, às 20h, todos já estavam confortáveis e a vontade com a presença dos 4 palhaços, que além de fazerem apresentações de malabarismos e pernas-de-pau, zombavam de si mesmos, e era a partir dos defeitos que a plateia se identificava, já sem se importar com feiura, pobreza ou erros, alí, quanto mais estranho melhor, mais divertido e mais lembrado seria.
E foi com muita verdade que o grupo criou naquele momento uma grande cumplicidade com o público, juntando centenas de pessoas em volta de sua lona, que se extasiaram de tanto rir.
O grupo que estava em Francisco Morato pela segunda vez, reencontrou na plateia pessoas que os tinham assistido no ano anterior, e que devido ao tamanho carisma, sentiam-se amigos próximos, ao dizerem batendo no peito “este é meu médico, e este é meu advogado”, fazendo referencia ao espetáculo “a farsa do advogado Pathelin” apresentado na cidade em 2014.



Na sequência, o público pôde assistir ao show da banda Mr. Josh Blues & Grooves, com uma apresentação de grandes músicos, três deles moratenses, e que mesmo com um repertório onde grande partes das músicas eram estrangeiras e pouco conhecidas, aproximava a plateia pela generosidade com que compartilhavam as canções, fazendo as batidas tocarem ainda mais forte no peito de cada um que apreciava o show. A apresentação agradou o público tanto adulto, que se manifestou diversas vezes pedindo músicas de Tim Maia, quanto o infantil, que se encantou ao ver de perto o vocalista, Josh, que fazia solos com seu saxfone no meio da plateia. E no final todo mundo pedia bis!



Ontem, dia 24, o festival levou a atividade lá pro bairro Jd. Vassouras, também em Morato. O CEU das artes, desde cedo foi tomado por famílias que levaram seus filhos para brincar, por jovens que andavam de skate e jogavam futebol, e por atividades do OCUPACEU, com oficinas de artes plásticas e leitura, e orientação social do CRAS. As crianças chegaram ansiosas pelo espetáculo teatral das 15h, prometido quando divulgado no começo da semana na escola do bairro, questionando já ao meio-dia que horas seria distribuído o ingresso, e quando formariam a fila.
 A maioria dos presentes nunca tinham tido a oportunidade de assistir uma peça, e quando adentraram a sala, foram surpreendidos por diversas emoções e sensações, teve quem se encantou de cara, quem riu, quem teve medo do escuro, quem correu pra pegar o lugar na frente, e aos poucos a sala multiuso ficou lotada de famílias, e crianças que mesmo separadas dos pais - que sentaram atrás, não tiravam os olhos do palco, e dos bonecos que saíam de baixo da cama-barco do espetáculo “z- as palavras são imagens sumiram”.
Navegaram para um mundo imaginário, mergulhando numa história construída sem falas, onde a narrativa das imagens dos bonecos, da atriz, projeções, e músicas, despertaram muitas possibilidades, e cada um pôde criar dentro de sua cabeça e de seu coração um enredo único.


Um lindo espetáculo cuidadosamente criado pela atriz Luciane Figueiredo, de Curitiba, que ao final, abriu um bate-papo com a plateia, que ao ser indagada se havia gostado, e se voltaria ao teatro, respondeu em um grande coro e sem titubear: SIIIIIM!
E o nosso coração se encheu de alegria e muita esperança, e fechamos o segundo fim de semana de festival com a deliciosa sensação de dever cumprido!
Continuem com a gente pelas próximas 3 semanas! Acompanhe a programação por aqui! Ainda tem muito teatro, shows, encontro de dança, sarau, grafitagem, e muita história pela frente!