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quinta-feira, 28 de maio de 2015

1 ano de Jongo do Coreto

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Fotos: José Soró
A Comunidade Cultural Quilombaque é uma parideira, uma mãe que se emprenha dos desejos e dos saberes de muitos artistas e de quem acredita na possibilidade da transformação da realidade das periferias através da colaboração e parceria.
Há um ano nascia mais um de seus filhos, o Jongo do Coreto, que por também ser filho da lua, só podia ganhar o mundo e ir pra rua, para o encontro dos teus, e através dos seus três pilares, que são, corpo, mente e espírito, o corpo associado à dança, a mente ao versar, e o espírito aos guias, materializados nos tambores, empoderar o povo preto.
O encontro do Jongo do Coreto acontece semanalmente, na frente da estação de trem de Perus, e agrega dezenas de pessoas, que resistem festivamente em plena terça-feira, quebrando a regra de quando se pode ou não gozar de arte e cultura.
E anteontem, dia 26/05, foi a grande festa do seu primeiro aniversário, no quintal da mãe, toda a família chegou junto para comemorar. Os preparativos começaram logo cedo, limpando a casa, fazendo a arrumação, acendendo a fogueira, preparando as comidas, caldos, cuscus, e bolos deliciosos, para encher a barriga, e muita dança para alimentar a alma.
Lá pelas 20h30, a comunidade começou a chegar, e também os parceiros de outras quebradas, e até de outros países, para celebrar o ciclo da vida, as gerações, e as trocas de saberes. Crianças, jovens e velhos, juntos em roda, ao som vibrante dos tambores, dançaram e cantaram seus pontos, entoando proteção e força, declarando descontentamentos, e convocando seus pares para a tomada de consciência e emancipação. Pontos e cantigas passadas de geração em geração, e outros criados pelos próprios jongueiros de Perus, cantando a realidade que vivem.
O homenageado ganhou um presente muito especial, um belo estandarte com imagem do antigo coreto da praça, confeccionado para acompanhar o coletivo por onde for.


A festa contou ainda com a intervenção do Candombe Uruguaio, da Nação Zumbalelê, que estava em São Paulo, e foi somar com seus atabaques; além de depoimento do griô Andrés Kaba, nascido no Congo, que compartilhou suas experiências e ensinamentos.
Muita boa energia circulou por alí, no encontro das umbigadas, nas batidas das palmas da mão, nos giros dos parceiros que dançavam, nas batidas dos pés na grama daquele chão, e ao som dos tambores a noite nunca se acabou, mas se encontrou com o dia.
E quem quiser participar desta roda e se acabar de dançar, é só comparecer na praça Inácio Dias, na frente da estação de Perus, toda terça, a partir das 20h.


 “Que Deus dê a proteção 
Pro jongueiro novo 
Pro jongo não se acabar”