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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Eu respeito os povos indígenas, e você?

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Quarta-feira, dia 2 de Outubro, cerca de quatro mil pessoas marcharam pacificamente na Avenida Paulista para reivindicar o arquivamento de projetos de lei em tramitação pelo Congresso, que ferem os direitos indígenas e quilombolas garantidos pela Constituição. Os manifestantes também exigiram a demarcação de duas terras guaranis localizadas dentro dos limites da cidade de São Paulo e outra, no litoral do estado, a marcha dos guarani faz parte da semana de Mobilização Nacional Indígena, organizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que começou no dia 30/09 e vai até 05/10.

Durante a manifestação, os presentes podiam ouvir os cantos e danças dos guarani que ali estavam, com toda a força que a terra e Nhanderu lhes dá, terra essa que já é pequena para os povos viverem e estão sendo ameaçadas, por isso que muitos indígenas e juruás (não-indígenas) estão indo para as ruas, opondo-se a projetos de lei que tentam violentar os direitos dos povos tradicionais.

Uma das violações a esses direitos é a PEC 215, proposta que pretende transferir para o Congresso Nacional a palavra final sobre demarcação de terras indígenas e quilombolas, e essa PEC foi acelerada nos últimos meses pela bancada ruralista, formada por deputados e senadores que defendem o agronegócio, e verdade seja dita, são os bandeirantes de antigamente, que tanto lutaram contra os donos dessa terra e continuam massacrando esses povos até hoje, portanto é uma proposta absurda e graças às ações que já aconteceram, foi adiada para a semana que vem a instalação da comissão especial que analisará essa PEC.

Outra bandeira levantada na manifestação foi contra o PLP 227, que foi elaborado pelo deputado ruralista Homero Pereira (PSD-MT), que pretende regulamentar o artigo 231 da Constituição, sobre a demarcação de terras indígenas, determinando que o processo de reconhecimento dos territórios ancestrais contará a participação de vereadores, promotores, secretarias de Agricultura e sindicatos, em audiência pública, ou seja, os que exploram podem dar pitacos em terras já demarcadas. Parece piada né?! Mas infelizmente não é, o povo indígena e não-indígena está cansado dessas palhaçadas por parte dos que governam esse país. Confira as imagens abaixo:

InfoOxe's manifest_indigenas13 album on Photobucket

Gritos como “ruralista assassino, seu direito mata índio”, "oh deputado, que coisa feia, fazer barragem dentro de uma terra alheia", "bandeirantes de antes são os ruralistas de hoje", são palavras que do ponto de vista dos latifundiários, agricultores e ruralistas devem soar um tanto quanto agressivas, mas do nosso ponto de vista, dos guarani, dos caiapós, cariris, ianomami e as centenas de povos originários que existem no Brasil, são justas perante o descaso que eles sofrem, e você que invade a terra desses povos em nome de mais lucro e mata indígenas apenas pra encher seu cofre, está colaborando pra que essa guerra continue. Mas a luta está fortalecida, os indígenas e todos os que os reconhecem como irmãos não vão parar de lutar até o Brasil se tornar um lugar digno de se viver. E fique com um dos tantos vídeos que explicam um pouco sobre a situação dos indígenas no Brasil, faça sua parte e não colabore pra que esse massacre continue! Vem pra rua...