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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Filosofia, Magia e Aventura

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Por: Daniela Mendes

Certos escritores chegam a nos assustar tamanha genialidade. Conquistam-nos de tal forma que também nos faz duvidar de seu talento individual, e nos perguntar “como é possível?”. Jostein Gaarder é um desses escritores, e seu livro “O dia do Curinga” já entrou na lista dos melhores que li na minha curta vida. O também já consagrado “Mundo de Sofia” também é dele, e ao contrario de alguns comentários precipitados, sua obra não é destinada exclusivamente ao publico adolescente...ela é antes de tudo recomendada à este grupo, por reunir historias absurdamente boas em uma linguagem acessível.

Trajetórias de marujos, mitologia grega e cartas de baralho fazem parte do “Dia do Curinga”, em que predomina uma narrativa filosófica sobre os mistérios de nossa existência humana.

O ponto de partida da historia é a busca que um pai e seu filho Hans Thomas empreendem para encontrar Anita, mãe de Hans. Anita é uma modelo que tem uma carreira medíocre na Noruega, (país onde os três vivem) e com a desculpa de “se encontrar” viaja para Atenas, deixando-os sem retorno há oito anos.

Eles decidem encontra-la atravessando muitas fronteiras dos paises europeus como Itália e Dinamarca, por terra, o que proporciona aos dois a oportunidade de contemplarem de perto estes lugares e suas imagens históricas. Ao pararem em determinado lugar, um anão muito estranho oferece ajuda para o pai de Hans e entrega à este, uma pequena lupa. Ao pararem em um povoado, Hans descobre uma padaria que chama sua atenção por ser a única atração do pequeno vilarejo, e logo ao entrar descobre um estranho aquário com peixes dourados e que possui uma rachadora em sua forma, que é perfeitamente adequada à sua lupa. Este fato, mais a presença do padeiro idoso que lhe entrega um pão com um minúsculo livro em seu interior, é apenas o inicio de uma trama cheia de relações entre a busca de Thomas e seu pai, e a historia que se desenvolve no livrinho encontrado no pão, sobre cartas de baralho que ganham vida em uma ilha mágica.

Não posso contar o resto pessoal! ainda há a misteriosa figura do curinga...(confesso que, depois de ler este livro, passei a teme-los!).

Jostein faz uma brilhante comparação entre a humanidade e as cartas de baralho... pois atualmente as pessoas não passam de simples cartas , que se esquecem de questionar seu papel neste eterno jogo que é a vida. Felizmente, fora as cartas comuns deste baralho, existe ainda o curinga que não faz parte de nenhum tipo de naipe, ou seja, não se encaixa em nenhum grupo (seria uma alusão aos verdadeiros filósofos?) e que devido à sua singularidade consegue enxergar este “jogo” com mais clareza, mas que não se cansa de perguntar “ o que somos?, de onde viemos?”.

Espero que tenha conseguido transmitir o mínimo do fascínio que esse belo livro exerce para quem o lê...acreditem, trata-se de uma obra para aqueles que ainda se encantam com a vida, ou que curtem historias enigmáticas:I-N-E-S-Q-U-E-C-I-V-E-L caros amigos! Inesquecível sim.

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Editora: Companhia das Letras.
N° de páginas: 341
Ano: 2007.
Onde encontrar: eu o encontrei na biblioteca “Embarque na Leitura” dentro da estação Luz, sentido Mêtro.